Ao longo dos anos, a coisa que eu mais adquiri foram inimigos. Se perguntarem, “quem eu sou?”, logo descobriram milhares adjetivos para a mesma palavra: insuportável. Nunca me senti uma pessoa assim, mas como aquela frase clichê diz: “a voz do povo, é a voz de Deus.” e como dizem por ai, eu não presto. Não entendo porque tudo isso, todo mundo tem uma parte ruim, todo mundo tem momentos em que as pessoas simplesmente te odeiam, mas ninguém é tão feito de maldades e nem tão feito de bondades. Poucos conhecem minha parte “boa”. Sou uma pessoa como outra qualquer, tenho minhas fases (sou uma completa metamorfose ambulante!) tem dias que sou legal, dias que sou triste, dias que sou verdadeira de mais e dias, que simplesmente não sei quem sou. Mas sou apenas uma pessoa e tenho todo o direito de errar, porque é assim que se aprende. É muito irônico, como quando você faz algo de bom, não é mais que sua obrigação, mas quando você erra.. ai você está ferrado, porque a partir de tal fato, nunca mais será esquecido tal erro. Todos tendem a ver o pior lado da coisa. “aquela menina é muito chata.” “aquela menina fala de mais.” “aquela menina reclama de tudo.”, mas ninguém, em nenhum momento, parou de criticar e tentou entender. Entender talvez nem seja a melhor coisa, mas pelo menos, se fizer presente e me dizer apenas: “eu estou aqui!”. Por sorte não posso reclamar de tudo, mesmo não sendo a pessoa mais amada do mundo, Deus em troca me deu poucos e ótimos amigos, pouco, porem perfeitos em suas imperfeições. É bom saber que existem no mundo, pessoas que ainda conseguem escutar meu eterno cotidiano dramático. (Ewelyn Araujo)